A parte pelo todo

Este é o segundo ano que acompanho como professora assistente a aula de Gerenciamento da Comunicação Organizacional, na Faculdade Cásper Líbero.  E também é o segundo ano que acompanho a aula sobre o Pensamento Sistêmico.

Eu particularmente gosto muito da dinâmica utilizada pela professora Juliana Rodrigues nesta aula. Vou contar pra vocês como funciona:

– 20 alunos voluntários vão para o centro da sala,

– cada aluno deve escolher 2 pessoas (apenas em pensamento), uma para ficar do seu lado direito e outra pra ficar do lado esquerdo,

– a primeira regra é que ninguém pode se comunicar de nenhuma forma,

– a segunda regra é que ao encontrar as pessoas escolhidas o aluno deve se posicionar para que forme um triângulo o mais eqüilátero possível.

Contando assim parece fácil, mas imaginem 20 pessoas em busca de outras 2 diferentes (sem que as buscadas saibam que estão indo atrás dela), para formar um TRIÂNGULO (as pessoas não precisam estar lado a lado, apenas na direção como se fosse um triângulo. Não há motivos para ser triângulo, é apenas a forma da dinâmica). Vou logo para o fim da dinâmica e contar que o mais legal é que sim, dá certo, pode demorar, mas dá, todos os triângulos se fecham.

 Fazendo um comparativo entre a dinâmica e o mercado, assim como para fechar o seu triângulo, você deve ter uma visão do todo para não ficar se movimentando toda hora desnecessariamente,  os profissionais da área (neste caso de comunicação) devem ter um pensamento sistêmico (olhando o todo de suas empresas), para que haja um alinhamento entre os fluxos, os meios e os canais, às estratégias.

As pessoas estão interligadas em busca dos seus pares para fechar os seus triângulos, e nas empresas as áreas também são interligadas e há uma complexidade dinâmica nas inter-relações. Quanto mais há interação, mais é possível conhecer o outro e mais fácil é interagir.

O que fica claro é que na dinâmica não é possível controlar quem vai andar para onde, mas é possível influenciar os movimentos com o seu próprio movimento. Não preciso nem falar como isso funciona no mundo corporativo , né? Difícil é quando a influência não acontece!

Enfim, o pensamento sistêmico é olhar o todo e não a parte, é olhar a floresta e não cada árvore que a compõe. Um bom exemplo disso é o BSC (Balance Scorecard) que falarei em um outro post. Porém, mesmo que tudo isso pareça óbvio, reflita para ver em seu meio como isso funciona, ou até mesmo por questão de tempo se você está olhando o todo ou só regando a sua árvore.

Sobre Tati Santos
Sou formada em relações públicas, apaixonada pela comunicação atuo como consultora e sou professora assistente da matéria de Gerenciamento da Comunicação Organizacional, na Faculdade Cásper Líbero. Estou disposta a compartilhar ideias e mergulhar ainda mais neste mundo 2.0. No twitter: @tati_lsantos

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